28 de fev de 2010

Samba, samba, sambaaaaaaa.

Vídeo de Lúcio Maia (guitarrista da Nação Zumbi) e Danilo Caymmi (filho do Dorival) tocando "Só Danço Samba", canção de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

http://mais.uol.com.br/view/92db81ral8qx/lucio-maia-e-danilo-caymmi--so-danco-samba-0402326AC8A90326?types=A

Porra, tá bom demais. Não canso de ouvir.

É perdida que me encontro.

Vou fugir de mim, vou fugir dos outros, vou fugir de todo mundo. Não sei quando volto [a certeza q voltarei transformada me alivia].  Ai, eu vou sumir um pouco. Sei lá, quando senti saudades volto para mim, para você, para todos. Não me deseje nada, só me mande boas vibrações. Quero que chova bastante, mas também quero um sol para me esquentar. Quero a solidão, mas também quero alguns amigos.

Adiós. Estou dando um tempo do mundo, das pessoas, de mim. Quando eu voltar, ah... eu vou ser diferente. Ou não, expectativas são uma grande desgraça na vida de uma pessoa.

24 de fev de 2010

Sambo no jazzo, frevo na sombra, quente no som.

No embalo do meu clima sambístico, deixo aqui o texto do vocalista da Nação Zumbi (Jorge du Peixe) sobre o samba. Ele resume muito bem o ritmo, adorei.

Da enciclopédia galáctica da Afrociberdelia. Cap.: 003. Tão longe, tão perto

"Vi que nas periferias das grandes cidades do Brasil ainda residem resquícios da boemia antiga, da diáspora africana espalhada em novos quilombos. De um velho drama que tem como protagonistas a miséria e o desencanto. Desencanto floreado, entorpecido, com melodias nada simplórias... raiz nacional, resistência cultural, a memória de um povo que dribla as mazelas do dia a dia com um sorriso que vira mote e enredo. Grito maior da baixa voz dos desfavorecidos... que traz os mistérios de suas origens... do Recôncavo Baiano, passando pelos pagodes nos morros, que acendem e fazem o deleite do homem comum nas favelas, e sem demora descendo para o asfalto, fazendo dos clubes as telas... na Zona da Mata pernambucana, palco dos maracatus de baque solto, do esquema novo de Jorge Ben, do esquema noise da Mundo Livre S/A. Ainda escuto, seja em caixa de fósforos, seja em pandeiro, faca no prato ou no partido-alto, ecoando aos quatro cantos... Lembrando Donga, Candeia, João do Vale, Nelson Cavaquinho, Cartola, Pixinguinha, Bezerra da Silva, a velha guarda e a nova escola que compartilharam e compartilham a dor e a delícia em forma de canto ritmado, sincopado e alterado de um povo de sangue quente e alma fervente. Nesse solo, ritmo, poesia e dança são mais que urgentes! A memória gravada ou gritada nos acordes e batuques diários que acordam esquinas e emolduram desejos, esperanças e conquistas... tão longe, tão perto... simples, forte, original e eterno... isso é o samba." Jorge Du Peixe

22 de fev de 2010

Seja de Noel Rosa ou de Cartola, ouvir Paulinho da Viola...

A cantora Céu não nega suas influências do reggae, jazz e do afrobeat. Mas ela também traz às suas canções o samba, o ritmo mais brasileiro dos ritmos.  E ela deixou isso bem claro em uma das suas canções, a 'Samba na Sola', do seu primeiro álbum.  Uma canção linda, que com a voz de Céu ganha ainda mais sentido pra mim, louca pelas raízes musicais brasileiras.

Samba na Sola
Composição: Céu e Alec Haiat

Brasileiro do banzo, do pandeiro
Calço qualquer calo mesmo
Como bom guerreiro e lutador
Comigo não tem gravata
E se acaso pego o trem errado
Vou-me embora
Mas vou com louvor

E com sua permissão
" Seu internacional "
Longe de mim qualquer desfeita
Pega mal
Mas esse dom é exclusividade
Samba na sola tem nacionalidade















E tem gente ainda que não entende porque não valorizo o axé e o arroxa. Tenha dó.

17 de fev de 2010

Minha síndrome musical.

Na minha costumeira busca por bandas (antigas ou novas, época realmente não me interessa) descobri uma que me empolguei muito, a Munchausen By Proxy (curiosamente é o nome de uma síndrome em que os afetados fingem doença ou trauma psicológico para chamar atenção ou simpatia a eles.) É um electropop gostoso, daqueles bons de dançar. É uma banda com letras irreverentes e muito high techs, digamos assim.  A defino como 'vinda do futuro'. Na verdade eu descobri assistindo ao filme 'Sim Senhor', com Jim Carrey (um dos melhores atores de comédia, na minha opinião). Essa banda foi criada especialmente para o filme (uma lástima). A banda é formada só por mulheres e uma das vocalistas é a Zooey Deschanel (atriz protagonista do filme), que se juntou com a banda Von Iva (que ao contrário de tudo lido até agra, existe de fato e toca um electro soul-punk). Assim que ouvi alguns trechos das músicas durante o filme eu fiquei encantada e louca para baixar as músicas. São somente quatro, para a minha eterna tristeza. Mas digo, são quatro músicas incríveis. Tenho uma predileção toda especial por 'Yes Man' (faixa-título do filme, na versão original). É uma canção dançante que fala de aproveitar a vida, dizer sim aos momentos a nós oferecidos. Resume bem o que o filme quer transmitir, por isso é a música tema da película. 'Uh-Huh' é igualmente dançante e na sua letra cita redes sociais como o facebook e o myspace, deixando evidente todo o seu lado 'cibernético' e seu ar psicodélico.
Ah, por que bandas boas assim não existem de fato? Por que são criadas para filmes e não continuam depois? Poxa, isso me deixa puta da vida. Só não fico tanto porque no momento ouço uma das músicas da Munchausen By Proxy (já ouvi tanto que já sei detalhes dos detalhes da canção). É, acho que não será a última banda de filme que descobrirei na vida. Sempre que assisto a um, a primeira coisa que chama minha atenção é a trilha sonora, vasculho com os meus ouvidos à procura de um som desconhecido para mim.

14 de fev de 2010

Colors.

Sabe, tenho pintado ultimamente as minhas unhas de cores bem 'chocantes', digamos assim. Podem pensar que eu começarei com aquele papo de moda e beleza de uma típica garota de 18 anos. Mas não, esse verdadeiramente não é o caso. É que eu tenho comparado este fato ao meu estado de espírito. Sempre amei cores fortes e surpreendentes, mas agora elas tem um significado mais maduro para mim. Eu sinto que é época de libertação, de desprendimento, como também é um sinal de que escondo por trás de todas estas cores ditas 'alegres' a minha angústia, o meu quase isolamento do mundo. Mas vou deixar essa fase perdurar em mim até onde der e depois... ah, só o tempo dirá (é aquele velho clichê mesmo a que me refiro). O tempo é o senhor das nossas vidas, dos nossos destinos.




Colors - Amos Leee
Composição: Amos Lee

Yesterday I got lost in the circus
Felling like such a mess
Now I’m down I’m just hanging on the corner
I can’t help but reminisce
Cause when you’re gone all the colors fade
When you’re gone no New Year’s Day parade
You’re gone
Colors seem to fade
Your mama called she said that you’re down stairs crying
Feeling like such a mess
Yeah I hear you you’re in the background bawling
What happened to your sweet summertime dress
I know we all, we all got our faults
We get locked in our vaults and we stay
But when you’re gone all the colors fade
When you’re gone no New Year’s Day parade
You’re gone
Colors seem to fade
Colors seem to fade

Yeah

3 de fev de 2010

Made in Cuiabá.

Não gosto de Vanguart só pela grande influência que eles tem do Bob Dylan e dos Beatles não. Admiro a banda também pelo fato de eles me levarem a sentir sensações que não sinto normalmente. Algumas vezes são sensações alegres, mas na maioria das vezes são sensações melancólicas, nostálgicas, quase depressivas, porém boas de sentir. É extremamente contraditório isso, parece que sou masoquista ou algo do tipo. Mas não. Para mim faz todo sentido. Precisava de uma banda que me despertasse essa melancolia feliz, precisava desses dois extremos juntos. Sei lá o porque dessa necessidade, mas precisava dessa mistura, dessa incerteza. Na verdade, da certeza de que sentiria algo que aparentemente me faria sentir péssima, mas que surpreendentemente me faz tão bem.

Enquanto isso na lanchonete - Vanguart
Composição: Hélio Flanders

Pensei que ela
Fosse um dia mais diferente
Do que esses dias
Que eu costumo viver
Pensava ela no casamento
Eu no futebol
Era dezembro ainda me lembro
o sol, o sol, o sol, o sol.

Ela dizia que parecia uma despedida
Calçou os sapatos, vestiu minha roupa
Já não cabia mais
Enquanto isso na lanchonete

(cof, cof)
Ela dizia que parecia uma despedida
Calcei os sapatos, vesti sua roupa
Já não cabia mais
Enquanto isso na lanchonete
Os dois se encontravam
E renascia...

Pensava ela na alegria
Eu no feriado
Ela dizia que esquecia
Não acredito não
Ainda me lembro era domingo.